Link avalia locais ligados na nova tendência

Detalhes como pontos de tomada, iluminação adequada e serviço antenado fazem a diferença na hora de escolher um café ou local para praticar seu lado nômade

FILIPE PACHECO,

09 Junho 2008 | 00h00

Quem pretende eleger um estabelecimento da cidade como porto seguro para praticar seu lado nômade deve levar em consideração alguns detalhes que fazem a diferença – como qualidade de conexão, tomadas e luz ambiente, por exemplo. Cafés com conexão sem fio não faltam em São Paulo – e em grandes capitais do Brasil. Mas será que basta oferecer o serviço para conquistar clientes nômades? Além da internet sem fio (Wi-Fi), alguns critérios básicos foram levados em consideração neste teste informal. O Link foi a 14 diferentes pontos da cidade para verificar se eles são interessantes para quem busca um bom canto de trabalho. A maioria se localiza em regiões de negócios em São Paulo – como as avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima –, mas também visitamos outras regiões. CRITÉRIOS Para fazer uma avaliação padronizada entre os diferentes pontos, levamos em consideração os seguintes critérios: ambiente e espaço; qualidade de conexão; privacidade; atendimento e ajuda ao cliente e, por último, horário de funcionamento. Nos espaços, verificamos se as mesas têm espaço suficiente para a utilização de um laptop conectado a periféricos pequenos (como um mouse ou um disco rígido externo) e se a altura delas é boa para a digitação. Também analisamos as cadeiras, que precisam ser confortáveis e com boa altura em relação às mesas. Banquetas são charmosas, mas dificilmente alguém consegue ficar sentado por horas em uma delas.   Outros detalhes importantes para quem pretende passar parte do dia tocando a vida em um local são a luz ambiente (principalmente se o nômade preferir jornadas noturnas) e o nível de ruído. Atenção também para as tomadas. Elas são essenciais para o cabo de força do notebook e o carregador do celular ou do smartphone, por exemplo. A maioria dos locais visitados peca nesse quesito. A falta delas pode restringir um dia inteiro de trabalho a algumas poucas (e insuficientes) horas antes de a bateria acabar. Atendimento também é fator importante. Os funcionários devem estar preparados para ajudar o cliente a conectar seu equipamento à rede local, se for necessário. E é essencial que conheçam a nova tendência e não incomodem o cliente. A maioria dos locais visitados possuem rede Wi-Fi aberta e gratuita, mas alguns oferecem o serviço em parceria com redes provedoras que cobram pela internet sem fio. Locais que ficam abertos 24 horas são interessantes para quem gosta de trabalhar durante a noite, mas ainda são raros. WIKIMAPA Quem encontra um espaço legal para trabalhar faz propaganda do lugar e convence colegas a conhecê-lo. Pensando em juntar dicas sobre cafés interessantes espalhados por São Paulo, o publicitário Michell Zappa criou um wikimapa – uma espécie de mapa no formato Wikipédia, ou seja, quem quiser pode incluir suas dicas. Na página www.zappa.cc/cowork, ele usou o Google Maps para relacionar e localizar os pontos Wi-Fi. Também consta a informação se a internet no local é livre ou paga. Veja: View Coworking SP in a larger map   "Decidi fazer essa mapa baseado num trabalho feito por amigos holandeses, que agregaram cafés espalhados por vários locais da Europa", contou Michell, que pode ser facilmente descrito como um trabalhador nômade.   É funcionário de uma empresa de monitoramento de tendências com sede em Amsterdã, está sempre viajando por motivos profissionais e, quando está em São Paulo, trabalha onde bem entende. "Tenho vontade de sair de casa quando preciso trabalhar. A cobrança é mais minha do que de um chefe propriamente dito. Acho que trabalho atrai trabalho", diz ele. (COLABOROU MARCUS VINÍCIUS BRASIL)

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