Lirismo e dúvida entre a realidade e a fantasia

Ao lançar seu primeiro romance, Cemitério de Pianos, o escritor português José Luís Peixoto recebeu elogios da crítica internacional e de colegas autores, entre eles José Saramago, que chamou atenção para a maneira como o lirismo e o caos se articulam em sua escrita. Em seu novo livro, a oposição se mantém. O cenário é uma casa que, durante um mês por ano, é mantida no escuro. Lá fora, um mundo "apegado à impassibilidade das regras"; lá dentro, um escritor às voltas com suas obsessões - a música e a mulher amada. O equilíbrio é fugaz - e começa a desaparecer quando a casa é invadida por soldados que nela passam a habitar, retirando o escritor de seu mundo de fantasia em direção à realidade: é ainda possível acreditar no amor?

, O Estadao de S.Paulo

28 de novembro de 2009 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.