Lista de interessados não para de crescer

Mesmo com as incertezas em relação à sustentabilidade ambiental e econômica do novo assentamento, a lista de interessados não para de crescer e é motivo de discórdia. A Associação Nova Aliança, recém-registrada e reconhecida no comando do acampamento, tem 176 interessados, cujas famílias se revezam há anos em barracas às margens da floresta.

, O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2010 | 00h00

"Quem quisesse terra, que viesse acampar", reclama Valdecir Teixeira Miranda, que diz estar acampado há nove anos. No início havia 240 barracos, e o objetivo era ganhar a terra para retirar a madeira. O acampamento foi estimulado pelo sindicato e pela prefeitura. Agora são cerca de cem barracos, mas parte deles passa os dias fechado.

O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porto dos Gaúchos tinha na quarta-feira uma lista extra de mais 50 candidatos, ainda aberta a novas inscrições, mas essa relação não é aceita pelos acampados. "Por causa de muita corrupção, bandidagem, o pessoal decidiu não aceitar mais o sindicato aqui dentro", alega Dirceu Silva, presidente da associação e líder do acampamento. Os problemas envolvem pagamentos de propinas por madeireiros e até venda de lotes aos acampados.

Força policial. A prefeita de Porto dos Gaúchos, Carmen Duarte (DEM), fala até em convocar a Força Nacional de Segurança para impedir problemas no futuro assentamento. "Está havendo muita especulação, pessoas querendo se beneficiar, muitos de olho na madeira, incluindo mogno", diz. "Tem de tomar providência para não ter invasão", concorda Silva. A Justiça diz que, até a conclusão de nova perícia, não pode haver corte de árvores, sob pena de multa.

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