Livro resgata a história do eucalipto

Obra relata a trajetória da principal árvore utilizada em reflorestamentos no País, com 3,5 milhões de hectares cultivados

O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2007 | 04h18

A cidade de São Paulo consome 84 milhões de pizzas/ano, assadas com lenha de eucalipto; é papel feito de eucalipto que atende à necessidade que vai de cadernos escolares, livros, até papel higiênico. Móveis de copa e cozinha e o piso de grande parte de residências é feito de MDF, subproduto do eucalipto que, em 3,5 milhões de hectares de florestas plantadas no Brasil, seqüestrou da atmosfera 196 bilhões de toneladas de carbono.É a florada de eucaliptais que levou o Brasil à condição de oitavo produtor mundial de mel e muitas peças metálicas de automóveis são fundidas com carvão de eucalipto.Esses dados estão na obra O eucalipto - um século de Brasil, lançada pela Duratex para comemorar o cinqüentenário de sua fundação e resgatar a história da árvore que, em 1909, foi escolhida para evitar que a mata nativa de São Paulo se transformasse em lenha para alimentar as locomotivas da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.O professor Luiz Ernesto Barrichelo, da Esalq/USP, que assina o livro com o jornalista Luiz Roberto de Souza Queiroz, conta que quando faltou madeira nas ferrovias, em 1904, o agrônomo Navarro de Andrade plantou 75 espécies de árvores para determinar qual seria a de maior rendimento.Cinco anos depois, 20 espécies de eucalipto foram as escolhidas, e ainda são plantadas aqui, em especial o híbrido Eucalyptus urograndis. O livro mostra também como nas margens da Rodovia Anhangüera a Companhia Melhoramentos cultiva eucalipto há mais de 60 anos, sem que a árvore ''''enfraqueça a terra'''', como se acredita. Mais informações no site www.duratex.com.br.

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