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Lobo solitário

Aproveitamos que Hugh Jackman deu a Wolverine uma aventura solo à altura do mais carismático dos X-Men para relembrar a história do mutante – e do ator

Ramon Vitral, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2013 | 02h21

Se o diretor John Woo não tivesse lançado 'Missão Impossível 2', em 2000, é bem provável que a capa desta edição não fosse sobre 'Wolverine - Imortal'. É que esta nem seria a principal estreia da semana, assim como os filmes de super-heróis não seriam um dos filões mais rentáveis da história de Hollywood - e Hugh Jackman não teria uma indicação ao Oscar. Ok, a gente explica: contratado para interpretar o mutante canadense em 'X-Men' (2000), o ator Dougray Scott encarnava o vilão do longa dirigido por Woo (e estrelado por Tom Cruise) quando atrasos nas filmagens impediram que ele desse vida a Wolverine, o mais carismático dos pupilos do Professor Xavier. Jackman herdou o papel e o resto é história.

Hoje, o ator australiano volta a ostentar as longas costeletas de Wolverine pela sexta vez, agora sob a direção de James Mangold. Mais solitário do que nunca, Logan abandonou seu codinome mutante e vive de luto pela morte de sua amada Jean Grey, em 'X-Men: O Confronto Final' (2006). Coube a ele a missão de assassinar a ex-heroína depois que ela perdeu o controle de seus poderes e quase destruiu São Francisco. Assim como o carisma de Jackman é apontado como o ponto alto do primeiro 'X-Men', foi o sucesso do 1º filme da série que abriu as portas para as demais produções baseadas em gibis de super-heróis. Dessa vez, ao contrário do vexatório 'X-Men Origens: Wolverine', Jackman escolheu um roteiro à altura de seus dotes artísticos.

Levado ao Japão para se despedir de um amigo veterano da 2ª Guerra Mundial, Logan se vê em meio a um conflito familiar entre mutantes malígnos e a máfia japonesa. Mas seus maiores inimigos continuam sendo seus próprios demônios. Apesar da fama mundial alcançada graças aos X-Men, os gibis clássicos de Wolverine foram aventuras-solo. Jackman com seu apelo dá a o personagem o blockbuster que ele merece, com ótimos efeitos e cenas de ação. Ponto para John Woo.

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