Lombardia impede eutanásia de mulher em coma há 16 anos

Tribunal local havia autorizado que pai interrompesse a vida da filha há dois meses

Efe

03 de setembro de 2008 | 18h51

A região da Lombardia, no norte da Itália, se recusou nesta quarta-feira, 3, a suspender a alimentação e hidratação artificial de uma mulher que se encontra há 16 anos em estado vegetativo permanente, apesar de um tribunal local ter autorizado o pai a interromper a vida da filha.   O diretor-geral de Saúde da Lombardia, Carlo Lucchina, enviou uma carta com a decisão a Giuseppe Englaro, o pai de Eluana, a mulher de 33 anos que, há 16, entrou em estado vegetativo após sofrer um acidente de trânsito.   Na carta, Lucchina informou que o pessoal de Saúde "não pode suspender a hidratação e a alimentação artificial", porque não cumpriria com suas "obrigações profissionais e de serviço."   O pai de Eluana, nomeado seu tutor legal, tinha pedido que a filha fosse internada em um hospital público antes de o tratamento ser suspenso.   No entanto, o responsável da Saúde regional indica que o pedido não pôde ser aceito, pois nas estruturas médicas da região é preciso garantir a assistência de base, "que é substancialmente a nutrição, a hidratação e o cuidado das pessoas."   A Audiência Provincial de Milão, no norte da Itália, após um estudo do Tribunal Supremo, autorizou em julho a interrupção dos tratamentos que mantêm viva a mulher, o que reabriu mais uma vez na Itália o debate sobre a eutanásia.   A decisão da Audiência de Milão foi apelada pela Promotoria, enquanto o Senado italiano pediu ao Tribunal Constitucional que se pronuncie sobre quem tem atribuição nos casos da eutanásia, o poder legislativo ou o judicial, já que esta questão não está regulada no país.

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