Longe de casa, aventureiros do Enem lutam para se adaptar à universidade

Estudantes que o 'Estado' acompanha há mais um de ano fazem balanço de opção por ingresso via exame em faculdade do outro lado do País l Muitos citam saudade, falta de dinheiro e decepção com infraestrutura

O Estado de S.Paulo

23 Outubro 2011 | 03h02

Durante um ano e meio, o Estadão.edu acompanhou estudantes que se mudaram para longe após o ingresso em universidades públicas com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A mudança - um dos principais diferenciais criados pelo exame, pois permite ao estudante escolher o Estado onde quer fazer a universidade - trouxe problemas para quem se aventurou em busca do sonho de cursar o ensino superior. Entre os percalços estão a adaptação a costumes e condições climáticas muito diferentes. Foi o caso do piauiense Auridian de Souza e do mineiro Marcos Vieira, que tiveram de se acostumar com o frio rigoroso do inverno de Bagé (RS) e com o sol que queima a pele no verão - segundo Souza, um efeito da destruição da camada de ozônio, sentida com mais intensidade no Sul. Souza também se queixa do racionamento de água, que não faz parte da realidade de sua Teresina.

Preço altos cobrados pelo alojamento, necessidade de estudar muito, falta de tempo livre para o lazer, a distância da família e até a demora para se deslocar no trânsito são outros reveses citados pelos estudantes - embora a decepção com a estrutura do curso seja o pior deles, como se queixam o paraense Felipe Alencar e o mineiro Djeiel França. Mas tanto eles quanto Damáris Peixoto, que veio de Minas para o ABC paulista, reconhecem o ganho com a experiência e a maior carga de responsabilidade, que preparam para o futuro.

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