Lucro da Galp salta no 2o tri com produção no Brasil

A companhia portuguesa de combustível e petróleo Galp Energia apurou um salto de 81 por cento no lucro líquido ajustado do segundo trimestre, crescimento maior que o esperado, com aumento da produção de petróleo no Brasil e melhores margens de refino.

Reuters

27 de julho de 2012 | 11h05

"Pela primeira vez, a 'Exploração & Produção' tem um melhor resultado que as outras áreas, é uma revolução na atividade da empresa", disse o presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira.

"Os nossos resultados foram bons e o perfil internacional da empresa consolida-se", destacou.

O lucro, que passou por ajustes para refletir mudanças nos estoques de petróleo da companhia, foi de 129 milhões de euros (159 milhões de dólares).

O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) teve aumento de 21 por cento, para 281 milhões de euros.

Analistas previam, em média, segundo pesquisa da Reuters, lucro líquido ajustado de 108 milhões de euros e Ebitda de 273 milhões de euros.

A Galp, nos últimos anos, passou com êxito de uma empresa de refino ibérica para ser operadora integrada global, à custa de pesados investimentos.

A empresa tem como meta triplicar a sua produção de petróleo em 2015, atingindo 300 mil barris diários até 2020.

"Não é uma tarefa fácil... É um grande desafio que a Galp e o país enfrenta na próxima década, que tornará Portugal autossuficiente neste aspecto", disse Oliveira.

"No Brasil, vamos continuar com uma forte atividade de exploração e, em Angola, a produção vai cair mais durante dois anos para reverter depois esta tendência de declínio dos últimos tempos e duplicar a produção para mais de 40.000 barris diários", explicou.

Nos seis meses de 2012, o investimento da Galp atingiu 391 milhões de euros, dos quais cerca de 70 por cento foram destinados para o segmento de negócio de Exploração & Produção. No segundo trimestre apenas, 72 por cento do investimento de 190 milhões de euros destinou-se ao "upstream" no Brasil.

A companhia portuguesa detém participação em blocos no Brasil, em parceria com a Petrobras.

(Andrei Khalip a Daniel Alvarenga)

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