Lucro da Natura sobe 16,8% no 3o tri com ajuda de efeito não caixa

A empresa de cosméticos Natura viu o lucro do terceiro trimestre subir com ajuda de efeito não caixa na linha de resultados financeiros, em um período ainda marcado por vendas fracas no Brasil.

REUTERS

22 de outubro de 2014 | 19h49

Entre julho e setembro, o lucro líquido avançou 16,8 por cento ante igual etapa de 2013, a 214,6 milhões de reais, com o impacto positivo da marcação a mercado em derivativos atrelados à dívida em moeda estrangeira.

A média das estimativas de analistas obtidas pela Reuters apontava lucro de 221,5 milhões de reais.

Eliminados os efeitos não caixa de marcação a mercado, o lucro líquido teria apresentado retração de 3 por cento frente ao mesmo período de 2013, disse a Natura.

No período, a receita consolidada avançou 5 por cento no trimestre ano a ano, encerrando setembro em 1,9 bilhão de reais. No Brasil, o indicador aumentou 2,7 por cento, para 1,5 bilhão, enquanto as receitas internacionais avançaram 16,2 por cento, para 360,5 milhões de reais.

A companhia reconheceu a competitividade do mercado brasileiro de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, pontuando que suas últimas iniciativas "permitiram uma leve recuperação de nosso crescimento de receita, mas ainda abaixo dos níveis desejados", disse em seu relatório de resultados divulgado nesta quarta-feira.

Para os próximos meses, a Natura afirmou acreditar que estas iniciativas, que incluem o lançamento de novos produtos, "alavancadas pelos investimentos em marketing, serão relevantes para a recuperação de nossas taxas de crescimento".

Entre julho e setembro, o Ebitda (sigla em inglês para lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou 427,1 milhões de reais, subindo 7,2 por cento sobre um ano antes. A média de estimativas de analistas era de Ebitda de 434,1 milhões.

(Por Marcela Ayres e Juliana Schincariol; Edição de Aluísio Alves e Luciana Bruno)

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