Lucro do Banco do Brasil cresce 37% no 3º tri, para R$ 1,8 bi

Crédito total da instituição cresce 6,9% no período e banco eleva projeção de crescimento da carteira em 2008

Reuters e Agência Estado,

13 Novembro 2008 | 07h02

O Banco do Brasil registrou lucro líquido de R$ 1,867 bilhão no terceiro trimestre deste ano, uma alta de 36,9% frente ao registrado no mesmo período do ano passado. Desconsiderados os efeitos extraordinários, o lucro recorrente do trimestre superou os R$ 2 bilhões (R$ 2,04 bilhões), 24% maior do que o observado em setembro de 2007. O resultado corresponde a retorno anualizado sobre patrimônio líquido médio de 30,5% no terceiro trimestre deste ano, ante 26,3% em igual intervalo do ano passado.   Veja também: Venda da Nossa Caixa será concluída no meu retorno, diz Lula Nossa Caixa reverte prejuízo e lucra RS 69,8 mi De olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29 Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos   O crédito total (incluindo carteira externa, interna e prestação de garantias) alcançou os R$ 214,5 bilhões, crescimento de 6,9% no trimestre. A carteira de crédito, no conceito da Resolução 2.682 do CMN, encerrou o trimestre com saldo de R$ 202,2 bilhões, crescimento de 34,6% em 12 meses e de 6,4% em relação ao trimestre anterior.   Os ativos totais do BB chegaram a R$ 459 bilhões (considerada a consolidação proporcional da participação do banco em 12 empresas), uma evolução de 30,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. No trimestre, o crescimento foi de 10,2%.   O banco contabilizava até o dia 3 de novembro R$ 821,6 milhões de operações de swap cambial a receber e detinha ainda uma posição a pagar de R$ 129,2 milhões. As operações a receber do BB foram feitas com 889 clientes, sendo que a maior totaliza R$ 104,9 milhões. A instituição tem uma posição devedora junto a 331 clientes, sendo que a maior é de R$ 43,4 milhões.   Crédito   O banco elevou de entre 25% e 30% para entre 30% e 35% a projeção de crescimento da carteira de crédito em 2008. Essa expansão será liderada pelas operações destinadas a pessoas físicas, que deverão apresentar uma elevação entre 40% e 45%, contra uma expectativa anterior no máximo de 40%.   O BB também alterou suas estimativas para as operações junto a empresas. O crescimento esperado para a carteira de crédito da pessoa jurídica passou de 30% a 35% para entre 35% e 40%.   Ao final de setembro, a carteira de crédito do BB somavam R$ 202,201 bilhões, um crescimento de 34,6% em relação ao mesmo mês do ano passado. O maior crescimento ocorreu na pessoa física, 45,4%, seguido pelas jurídicas, com alta de 42,9%. A carteira do agronegócio teve uma expansão de 24,9%. Para esse segmento, a projeção foi mantida em 20%.   Inadimplência   O índice de inadimplência do Banco do Brasil no terceiro trimestre deste ano ficou em 2,2%, abaixo dos 2,7% registrados em igual período de 2007 e dos 2,5% do segundo trimestre deste ano. O indicador leva em conta as operações em atraso há mais de 90 dias. No conceito que leva em conta os atrasos há mais de 60 dias, a inadimplência está em 2,8%, 0,8 ponto porcentual abaixo do apresentado entre julho e setembro do ano passado.   A provisão para créditos de liquidação duvidosa somava em setembro R$ 11,187 bilhões, incluindo a provisão mínima determinada pelo Banco Central mais a adicional. Esse valor representa um crescimento de 15,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado.   A expansão das provisões ocorreu em ritmo menor do que o crescimento da carteira de crédito em 12 meses, que foi de 34,6%, chegando a R$ 202,201 bilhões. De acordo com o BB, a elevação menor das provisões é explicada pela "utilização de parte da provisão adicional alocada à carteira de crédito".

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