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Lucro líquido da Monsanto recua 37% no 3º trimestre fiscal de 2016

Vendas de sementes da companhia de agronegócio norte-americana registraram leve avanço de 0,43% de março a maio; empresa continua em negociação com a Bayer

Caio Rinaldi, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2016 | 10h33

A companhia de agronegócio norte-americana Monsanto registrou lucro líquido de US$ 717 milhões (US$ 1,64 por ação) no terceiro trimestre do ano fiscal de 2016, período que compreende os meses de março a maio. O montante é 37,16% inferior aos US$ 1,141 bilhão (US$ 2,41 por ação), obtidos em igual intervalo do ano passado. O número veio em linha com a projeção de US$ 2,40/ação de analistas consultados pelo FactSet Reasearch. A receita recuou 9,3% na comparação anual, para US$ 4,189 bilhões.

As vendas de sementes registraram leve avanço de 0,43%, para US$ 3,207 bilhões. A receita proveniente de sementes de milho apresentaram alta de 5,08%, para US$ 1,592 bilhão, enquanto que as de soja recuaram 17%, para US$ 693 milhões. As vendas do segmento de produtividade agrícola, que compreende produtos de proteção a lavouras e herbicidas, caíram 29,14%, para US$ 982 milhões.

Para o ano fiscal de 2016, a companhia apresenta um guidance entre US$ 3,36 e US$ 4,14 de lucro diluído por ação.

Em relação à operação da companhia no Brasil, a Monsanto informou que espera um aumento em torno dos 5% na área plantada com o milho VT Triple PRO. A empresa também aponta que lançará o serviço de monitoração Climate FieldView no País durante a primavera brasileira.

Na América do Sul, a área ocupada pela soja Intacta RR2 PRO deverá somar 14,16 milhões de hectares (35 milhões de acres) em 2016. Para 2017, a empresa projeta um aumento desta área entre 18,21 milhões de hectares (45 milhões de acres) e 22,25 milhões de hectares (55 milhões de acres), com objetivo de se aproximar do potencial absoluto de 40,46 milhões de hectares (100 milhões de acres) no continente.

Em maio, a empresa recebeu uma oferta hostil de venda, feita pela Bayer, multinacional alemã do setor químico, estimada em US$ 62 bilhões. A oferta foi rejeitada, mas as companhias continuam em negociação sobre um eventual acordo.

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