Luis Fernando Verissimo segue internado no RS

Luis Fernando Verissimo, escritor e colunista do jornal O Estado de S.Paulo, continua internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, mas apresentou resposta ao tratamento a que vem sendo submetido na CTI.

AE, Agência Estado

23 de novembro de 2012 | 16h33

De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital na manhã desta sexta-feira, o escritor "encontra-se em estado ainda grave, dependente de ventilação mecânica e hemodiálise. Continua sob efeito de sedação e vem apresentando uma resposta clínica satisfatória às medidas instituídas". Um novo boletim será anunciado às 17h.

Na quinta-feira, 22, durante coletiva de imprensa, o superintendente médico da instituição, Nilton Brandão, contou que Verissimo, de 76 anos, entrou no hospital, na quarta-feira, apresentando fadiga, dores musculares e febre. Ele foi avaliado por uma equipe médica, que diagnosticou o caso como grave e estuda a origem da infecção generalizada do paciente.

A filha do escritor, Fernanda, disse ao Grupo Estado que o pai começou a se sentir indisposto na última sexta-feira, 16, após ter participado de um evento literário na cidade de Araxá, em Minas Gerais, e passado alguns dias no Rio de Janeiro. Outras pessoas que o acompanharam neste roteiro, como a sua esposa Lúcia, também passaram mal, mas já estão melhor.

Filho do escritor Érico Verissimo, Luis Fernando nasceu no dia 26 de setembro de 1936, na capital gaúcha.

Em 1973, publica seu primeiro livro, O Popular, uma coletânea de textos veiculados na imprensa. O personagem mais famoso do escritor é lançado em 1981 e a primeira edição de O Analista de Bagé esgota-se em apenas dois dias.

Começa a assinar uma página dominical no jornal O Estado de S. Paulo em 1989, onde continua colaborando atualmente, como colunista do Caderno 2. Também escreve para os jornais O Globo e Zero Hora.

Consagrado autor de contos e crônicas, Verissimo tem se dedicado nos últimos tempos a escrever romances, como Gula - O Clube dos Anjos (1998), Borges e os Orangotangos Eternos (2000) e Os Espiões (2009). Seu único livro de poemas é Poesia Numa Hora Dessas?! (2002).

Em 2011, publicou Em Algum Lugar do Paraíso, conjunto de 41 crônicas escritas nos últimos cinco anos e retiradas, em sua maioria, das páginas do Estado. "Sou mais deprimido que engraçado", revelou o escritor em entrevista ao jornalista Antonio Gonçalves Filho, do Sabático, suplemento do jornal O Estado de S. Paulo, na ocasião do lançamento da obra.

Muitos de seus livros foram traduzidos para outros idiomas e são vendidos em diversos países.

Tudo o que sabemos sobre:
Veríssimointernaçãoatualiza

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.