Lula debaterá reforma política e deve falar com oposição, diz PT

Convocado pelo PT nesta segunda-feira, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se engajar nas discussões para a realização da reforma política, disse o presidente em exercício do partido, deputado estadual Rui Falcão.

REUTERS

18 de abril de 2011 | 18h38

Lula se comprometeu com a legenda a ouvir os partidos políticos, inclusive os da oposição, e as entidades da sociedade civil, para o debate da reforma.

A reforma política vem sendo discutida no Congresso desde fevereiro sendo que o Senado já apresentou as propostas, aprovadas em uma comissão na última quarta-feira.

"A intenção dele (Lula) é ouvir os partidos políticos. Agora, a dinâmica vai ser dele. Claro que num primeiro momento vai falar com os partidos da base aliada mas não vai excluir ninguém do diálogo", disse Falcão a jornalistas.

A reunião, realizada em São Paulo no Instituto Cidadania, escritório político de Lula, reuniu 13 lideranças petistas. Além de Falcão, contou com os líderes no Congresso, senadores e deputados. O ex-presidente Lula não conversou com jornalistas.

Entre os itens da reforma política que o PT gostaria de ver aprovados estão a fidelidade partidária e o financiamento público de campanha, que excluiria recursos privados.

Um ponto polêmico defendido pelo PT é o voto em lista, em que os candidatos a deputado federal, deputado estadual e vereador são escolhidos pelos partidos. Esse sistema reforça o poder às legendas mais do que aos candidatos e foi um dos pontos aprovados pelo Senado na semana passada.

Já o PSDB prega o voto distrital que, segundo os tucanos, aproxima os candidatos do eleitor. O vice-presidente Michel Temer tem defendido o chamado "distritão", em que é eleito o candidato mais votado.

Falcão evitou dar um prazo para as consultas de Lula e disse que as propostas aprovadas pelo Congresso poderão entrar em vigor já na eleição de 2012 ou em 2014 conforme decisão do Congresso.

(Reportagem de Carmen Munari)

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