Lula defende alta de juro, diz que não deixará economia desandar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira a alta da taxa de juros decidida na quarta-feira pelo Banco Central e disse que não deixará de tomar medidas de controle da inflação mesmo no ano eleitoral.

REUTERS

30 de abril de 2010 | 22h38

"Atingimos um grau de maturidade e de seriedade que a gente não pode, por conta de uma eleição, afrouxar o controle da economia e deixar a coisa desandar. Porque se a gente deixa a coisa desandar a gente não controla", afirmou Lula em discurso durante a posse da nova diretoria da Anfavea, a associação que representa as montadoras de veículos.

Após criticar a censura de parte da sociedade contra a alta de 0,75 ponto na taxa básica de juros da economia, elevada a 9,50 por cento ao ano, Lula disse que conheceu índices de inflação de 40 ou 80 por cento ao mês e que sabe o que esses índices causam na renda do trabalhador.

A uma plateia de empresários da área automotiva, comparou o controle da inflação a um carro em alta velocidade.

"A gente está dentro de um carro a 100 por hora. Tem uma curva na frente e a gente sabe que se a gente não brecar no tempo certo, na hora certa, e deixar para brecar no meio da curva a gente pode não conseguir brecar e pode quebrar a cara", contou.

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