Lula defende permanência de Sarney e recomenda apurar denúncias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), deve permanecer no cargo, mas tem o compromisso de apurar as denúncias que pesam contra a Casa e contra ele próprio.

REUTERS

25 Junho 2009 | 18h53

Lula, porém, defendeu o afastamento do ex-diretor geral da instituição, Agaciel Maia, e de outros suspeitos de terem comandado a execução dos chamados atos secretos.

"Ontem eu cheguei em casa, fui ver tevê e vi um senador pedindo que os diretores que estão sendo acusados não compareçam porque estão constrangendo alguns senadores. Essa não é a medida mais adequada... Se ele (diretor) está sob suspeita, é melhor afastá-lo", afirmou o presidente após cerimônia.

Após as declarações, Agaciel anunciou afastamento do Senado por 90 dias.

Preocupado com o funcionamento do Congresso, sobretudo em matérias de interesse do governo, o presidente Lula disse que o Senado "não pode ficar o mês inteiro discutindo coisas menores".

Na véspera, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) fez um apelo para que os diretores acusados de irregularidades --que continuam trabalhando no Senado-- deixassem de comparecer à Casa para não constranger as investigações nem os senadores.

"O que eu não quero é transformar as brigas, as coisas que acontecem no Senado, em uma coisa institucional", disse Lula.

(Reportagem de Natuza Nery)

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