Lula diz que viajará até nos fins de semana para inaugurações

Em um ano de eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que o ritmo de viagens para a inauguração de obras vai aumentar, inclusive com entregas nos finais de semana.

REUTERS

07 de junho de 2010 | 09h36

Ele também rebateu críticas de lentidão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e afirmou que os beneficiários do Bolsa Família agora têm a "porta de saída" com qualificação profissional.

Lula, para quem os empreendimentos do PAC estão a "todo vapor", elogiou a execução financeira do programa que é carro-chefe de seu governo e da pré-candidatura à Presidência à Presidência da ex-ministra Dilma Rousseff (PT)

"Eu tenho consciência que até o final do governo vai aumentar a exigência de viagens, nós temos muitas coisas para inaugurar. O PAC está a todo vapor, a última apresentação do PAC foi extraordinária, inclusive com a capacidade de investimento e de pagamento que o governo está tendo nas obras do PAC", disse o presidente, no programa de rádio semanal "Café com o Presidente."

Nesta semana, Lula visita Fortaleza (CE), Natal (RN), Maceió (AL), Aracaju (SE) e Salvador (BA) para inauguração de obras, dar ordem de serviços e manter encontros com empresários.

"Daqui a pouco nós estaremos viajando sábado e domingo também, porque eu quero entregar o máximo possível de obras que eu puder entregar até o dia 31 de dezembro," declarou Lula, que deixa o governo, após dois mandatos, no final do ano.

Os dados do último balanço do programa, divulgados na semana passada, revelam que a execução financeira total alcançou 70,7 por cento do previsto. A conta abarca os investimentos de estatais, do orçamento da União, do setor privado, financiamentos ao setor público, à pessoa física e contrapartidas de Estados e municípios.

A proporção entre o previsto e o executado, no entanto, não se repete em relação à conclusão das ações, o que tem alimentado críticas vindas da oposição. As ações concluídas desde o lançamento do programa, em 2007, até abril deste ano não passam dos 46,1 por cento do previsto para o período, de acordo com os dados oficiais.

O presidente também advogou, no rádio, pelo programa Bolsa Família, considerado assistencialista por críticos ao governo. Para Lula, uma das soluções para evitar que a população beneficiada fique dependente do auxílio é o programa Próximo Passo.

O programa, segundo o presidente, oferece qualificação profissional em construção civil a uma parcela dos que recebem o programa. São 146.574 vagas e 1.200 se formaram na semana passada.

"Nós estamos criando uma porta de saída na verdade formando as pessoas do Bolsa Família e arrumando emprego para elas."

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)

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