Lula e Serra ignoram bate-boca e falam de futebol em cerimônia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), trataram nesta sexta-feira de amabilidades sobre seus times de futebol e ignoraram a troca de insultos entre dirigentes de seus partidos e integrantes do governo federal.

REUTERS

22 de janeiro de 2010 | 14h06

No mais recente episódio, Lula chamou na quinta-feira o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), de "babaca".

Discursando antes de Lula, Serra, provável candidato à Presidência, lamentou ter encontrado poucos palmeirenses como ele no laboratório de medicamentos Cristália, em Itapita (SP), que inaugurou novas instalações.

"Eu, infelizmente, quando cheguei --infelizmente não, felizmente-- havia um grupo de funcionários me aguardando. Fui lá cumprimentá-los, perguntei se tinha algum palmeirense e tinha muito pouco, infelizmente. Mas o deputado (estadual, Barros) Munhoz me garante que Itapira tem mais palmeirenses do que parece", disse.

Serra ainda perguntou o time da platéia e, percebendo que não era o seu, disse: "Estamos mal. O governador não pode ser perfeito".

Lula, que torce para o Corinthias, não perdoou e disse que tinha ganho o dia por ver um palmeirense encontrar mais corintianos.

"Foi Deus que botou na cabeça do (ministro da Saúde José Gomes) Temporão a ideia de me convidar para vir aqui hoje, porque não tem nada mais importante para um corintiano do que ver um palmeirense perceber que tem tão pouco palmeirense aqui e tanto corintiano. Serra, já ganhei o dia por isso", afirmou o presidente".

Lula também mandou recado à oposição ao afirmar que o país aprendeu a andar para frente. "Não adianta ficar pensando que este país vai andar para trás, este país aprendeu a andar para a frente".

(Texto de Carmen Munari)

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