Lula falará com PT e PMDB sobre divergências na CPI da Petrobras

Preocupado com o descompasso do governo na CPI da Petrobras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá procurar os líderes do PMDB e do PT para pacificar a situação entre os aliados.

REUTERS

08 de junho de 2009 | 14h11

"O presidente disse que vai tomar a iniciativa de conversar com eles, líderes do PT e do PMDB, e assuntar as questões sobre a relatoria e a presidência (da comissão)", disse nesta segunda-feira o ministro José Múcio (Relações Institucionais), após reunião da coordenação política.

Integrantes dos dois partidos divergem quanto aos nomes que irão comandar o inquérito político, proposto pela oposição.

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder da bancada, quer ter influência na CPI, por isso trabalha contra nomes que possam limitar esse objetivo. Apesar de aliado, ele não quer nem o senador Aloizio Mercadante (PT-SP), líder do PT, nem seu próprio companheiro de legenda, senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo na Casa.

Apesar de preocupado com a coesão interna, o governo tem se beneficiado das disputas, já que elas foram responsáveis por dois adiamentos da sessão que daria inicio às investigações. Mais uma tentativa de instalar a CPI será feita esta semana, mas pouca gente acredita que isso ocorrerá.

A oposição tem apenas três dos 11 membros, e não possui número suficiente para abrir os trabalhos, quebrar sigilo e nem convocar depoentes sem que integrantes da base aliada auxiliem neste fim.

Este é exatamente o risco da atual desunião entre os dois principais partidos de sustentação de Lula. Se estiver descontente, o PMDB de Renan Calheiros, por exemplo, pode querer mostrar força e aproximar-se do PSDB e do DEM para imprimir derrotas ao governo.

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