Lula pede adesão de Estados e prefeitos ao plano de habitação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na segunda-feira que governadores e prefeitos terão de aderir ao esforço do governo federal para que o plano nacional de habitação lançado na semana passada saia do papel.

REUTERS

30 de março de 2009 | 10h42

O objetivo do governo é construir 1 milhão de novas casas, principalmente para a população de baixa renda. O Executivo concederá facilidades de financiamentos e subsídios para facilitar a aquisição dessas residências.

"A nossa idéia é que os governadores e os prefeitos possam fazer isenção dos impostos que cabem a prefeitos e a governadores", disse Lula em seu programa semanal de rádio, "Café com o Presidente".

"Ao mesmo tempo, é extremamente importante que prefeitos e governadores possam dar terrenos dos Estados, terrenos dos municípios --nós vamos dar terrenos da União-- para que possamos baratear o preço da casa", acrescentou.

Lula lembrou que o objetivo do plano é resolver o déficit habitacional do país, que é estimado em 7,2 milhões de unidades, e combater os efeitos da crise financeira internacional.

"Nós precisamos construir casas para a faixa de zero a dez salários mínimos, privilegiando um pouco as pessoas que ganham de zero a três, que é a grande maioria dos brasileiros que não tem casa. A segunda coisa é resolver enfrentar a crise econômica mundial tentando fazer com que a construção civil seja uma mola propulsora da geração de empregos no Brasil."

O presidente também rebateu as críticas de que não fixou um prazo para a execução do programa. Em um primeiro momento, o governo pretendia implementar o plano em dois anos.

"Eu conheço o comportamento de muita gente no Brasil. Se nós não terminarmos as casas no dia 31 de dezembro e terminarmos no dia 1o de janeiro, vão dizer que foi um fracasso o programa", argumentou.

(Por Fernando Exman)

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