Lula vai a Cuba em dezembro

Por causa do furacão Noel, presidente adiou visita ao Haiti e à República Dominicana.

Denize Bacoccina, BBC

10 de novembro de 2007 | 15h25

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou neste sábado que vai a Cuba, provavelmente no dia 21 de dezembro. Ele conversou com a imprensa logo depois de uma reunião bilateral com o vice-presidente cubano, Carlos Lage, em Santiago, paralelamente à conferência iberoamericana de chefes de Estado e de governo."Eu tenho que ir a Cuba firmar alguns convênios que são do interesse do Brasil, do interesse de Cuba", afirmou, sem explicar quais são esses convênios.O presidente disse que ainda não sabe se irá se encontrar com o presidente Fidel Castro, afastado do cargo por motivos de saúde."Não sei como estará o estado de saúde do presidente Fidel Castro. Evidentemente que se ele estiver bem de saúde eu vou conversar com ele", afirmou. Lula disse que o assunto não foi discutido com Carlos Lage.O presidente informou que adiou a viagem que faria este mês ao Haiti e à República Dominicana, que já estava sendo preparada pelo Planalto.Segundo Lula, a visita à República Dominicana foi adiada porque o país ainda se refaz dos prejuízos causados pelo furacão Noel. Ele disse que deixaria para visitar o Haiti quando a viagem for remarcada.O presidente também se reuniu neste sábado de manhã com o colega boliviano, Evo Morales, para falar sobre os assuntos que serão discutidos na visita oficial a La Paz, no dia 12 de dezembro.O presidente brasileiro disse que vai firmar vários acordos com o governo boliviano, e que interessa ao Brasil manter um clima de paz e harmonia com a Bolívia, com quem compartilha uma extensa fronteira."Nós queremos ajudar a industrializar a Bolívia, nós queremos que a Petrobras volte a fazer investimento (na Bolívia), porque precisamos nos preocupar não só com o gás que o Brasil precisa, mas o gás que a Argentina precisa, o gás que a Bolívia precisa, o gás que o Chile precisa. É essa a colaboração que o Brasil tem que dar", afirmou o presidente.Questionado se a partir das descobertas das novas reservas de petróleo e gás em território brasileiro o governo negociaria em outras bases, Lula disse que não."Agora estou sendo chamado de xeique do petróleo. Não muda a nossa política. À medida que a gente tiver mais gás e à medida que a Bolívia tiver mais gás para vender, interessa ao Brasil que a matriz energética brasileira tenha muitas alternativas", afirmou.Ele lembrou que o petróleo e o gás descobertos agora só serão extraídos dentro de cinco a seis anos."Não será na minha presidência. Vamos começar a trabalhar agora para que comece a aparecer o mais rápido possível", disse.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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