Lula vai propor ao G20 regras rígidas para sistema financeiro

O Brasil tentará estabelecer regras rígidas para o sistema financeiro internacional na próxima reunião do G20, no dia 2 de abril, disse nesta quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A reunião do G20, em Londres, será a primeira com a presença do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, e Lula vai insistir na regulação do sistema "para que o povo não seja mais vítima da sandice especulativa", comentou, em referência à crise financeira global. "Os governos (dos países ricos) estão pondo dinheiro para salvar os bancos e é necessário por dinheiro para salvar os pobres", defendeu Lula em discurso na cerimônia de inauguração de uma rodovia na Bolívia, onde encontrou o presidente Evo Morales. Lula afirmou que ainda não é visível a dimensão completa da crise, que definiu como "sem precedentes na história da humanidade", mas não teve dúvida em atribuí-la à falta de uma regulação eficaz sobre os operadores econômicos e financeiros. "Estamos vivendo uma crise genuinamente nascida no coração, no símbolo do sistema capitalista, que são aos Estados Unidos e a União Européia, e no pai;s mais rico da Ásia, o Japão", disse. "Quando veio a crise e os bancos começaram a quebrar, o Estado, que não valia nada, funcionou. Como todo ser humano quando está em perigo se lembra de Deus, os bancos se lembraram do Estado e foi o Estado chamado de emergência para salvar um sistema financeiro que estava especulando", acrescentou. Lula reiterou que a crise financeira foi causada por excesso de especulação nos países industrializados e não poderá ser resolvida sem a participação de todos as nações. "Esta crise não surgiu por excesso de produção, não surgiu por excesso de demanda da população. Esta crise surgiu por excesso de especulação, por gente gananciosa que já não se contentava em ganhar muito dinheiro nas próprias regras do sistema e inventou novas regras."

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