Lupi defende redução da jornada para 40 horas semanais

No dia do Trabalho, ministro destacou que 'o trabalhador rende mais com uma carga de trabalho menor'

CAROLINA RUHMAN, Agencia Estado

01 de maio de 2008 | 14h58

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, defendeu nesta quinta-feira, 1, a proposta apresentada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) de São Paulo de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Para o ministro, é "legítimo e natural" que os trabalhadores se organizem e defendam a diminuição da jornada. O ministro destacou que a questão ainda deve ser discutida no Congresso e acrescentou: "Eu, enquanto filiado do PDT, vou trabalhar para que a minha bancada vote a favor. Estou disposto a conversar, dialogar e tentar encontrar um caminho que traga mais benefícios ao trabalhador." O ministro destacou que "o trabalhador rende mais com uma carga de trabalho menor". Veja também:  Fotos do Dia do Trabalho pelo mundo    No Brasil, centrais sindicais pedem redução da jornada Carlos Lupi citou o cálculo feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) de que a redução da jornada de trabalho deve gerar diretamente, em média, 2 milhões de novos empregos. Segundo ele, o papel do Ministério do Trabalho é tentar mediar as reivindicações sindicais com o setor patronal. Ele enfatizou que essa questão exigirá "muita capacidade de negociação".Em relação às investigações da Polícia Federal sobre suposto envolvimento do ex-presidente da Força Sindical e atual deputado federal Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, Lupi pediu "cuidado com prejulgamentos" e declarou: "Não podemos ser um tribunal de inquisição". O ministro ressaltou que indícios não são provas e pediu apuração e investigação do caso "sem prejulgamento a ninguém".O ministro disse desconhecer os indícios do caso e defendeu que o processo corra em segredo de Justiça. "Não vi fato concreto", ressaltou. "Compete a quem está investigando apurar as provas, dar direito de defesa e aí, sim, tirar conclusões." Chinaglia: mais empregos O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, evitou dar sua posição sobre a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais, durante a festa. "Eu avalio que a redução da jornada cria condições de aumentar o numero de empregos no País", disse. Chinaglia citou a Constituição da 1988, que reduziu a jornada semanal de 48 para 44 horas, destacando que a mudança "não quebrou empresas e nem tirou a competitividade do País". Entretanto, ele destacou sua posição de presidente da Câmara, e acrescentou: "não estou aqui para defender posições." Ele afirmou vai ouvir dirigentes sindicais e também vai criar condições para ouvir aqueles que sejam contrários à proposta. Chinaglia chamou atenção para o fato de que instituiu uma Comissão Especial para avaliar a proposta. "Já está constituída a comissão e (a proposta) vai, em algum momento, para o plenário", declarou.  Texto atualizado às 17h40

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