Lupi diz que não sai do ministério e tem confiança de Dilma

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, buscou demonstrar nesta terça-feira que não está acuado com as denúncias de irregularidades na sua pasta e afirmou duvidar que a presidente Dilma Rousseff o demita.

JEFERSON RIBEIRO, REUTERS

08 de novembro de 2011 | 16h02

"A presidente Dilma me conhece há 30 anos... Para me tirar (do ministério) só à bala, e com bala forte porque sou pesadão... Te garanto que não acontecerá (uma demissão)", disse Lupi a jornalistas nesta terça após se reunir com as bancadas do seu partido o PDT, na Câmara e no Senado.

Segundo ele, na conversa que teve com a presidente na segunda-feira, Dilma quis saber se ele se defenderia até o fim. "E eu disse que até o último minuto da minha vida", contou o ministro.

Lupi disse ter o apoio do partido, apesar de um grupo de parlamentares pedetistas ter ingressado com um pedido de investigação sobre as denúncias publicadas pela revista Veja na Procuradoria-Geral da República (PGR).

Reportagem da edição desta semana da revista afirma que três servidores e ex-servidores do Ministério do Trabalho estavam envolvidos num esquema de cobrança de propinas que revertia recursos para o caixa do PDT.

Lupi está afastado temporariamente da presidência do partido por conta de sua posição de ministro.

Seis ministros já deixaram o governo Dilma desde junho, cinco deles em meio a denúncias de irregularidades --Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Orlando Silva (Esporte).

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