Lupi seguirá representando PDT, agora no governo Dilma

Confirmado para continuar no cargo de ministro do Trabalho, Carlos Lupi é o representante do PDT no primeiro escalão do futuro governo Dilma Rousseff. Como, aliás, o foi no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

REUTERS

16 de dezembro de 2010 | 20h27

Devido à proximidade do partido como o movimento sindical - o líder do PDT na Câmara, Paulo Pereira da Silva (SP), é presidente da Força Sindical - Lupi será um importante interlocutor do governo com as centrais de trabalhadores.

Uma das mais importantes promessas feitas por Dilma na campanha foi manter a geração de novos empregos. A então candidata comprometeu-se, inclusive, a tomar medidas para desonerar a folha de pagamento, justamente com o objetivo de aumentar o número de vagas formais. Essas tarefas terão de ser tocadas pelo ministro.

Lupi, 53 anos, é administrador por formação e começou na vida pública em 1993, como coordenador das Regiões Administrativas da Prefeitura do Rio de Janeiro, na gestão de Marcelo Allencar. Foi, então, eleito deputado federal pelo PDT do Rio em 1990.

Dois anos depois, deixou a Câmara para assumir o cargo de secretário Municipal de Transportes do Rio de Janeiro. Em 1999, tornou-se secretário de Governo do Estado do Rio de Janeiro, no governo Anthony Garotinho, que se elegeu governador pelo PDT em 1998 e governou o Estado de 1999 a 2002.

Lupi assumiu a presidência do PDT em 2004, após a morte da principal liderança do partido, o ex-governador Leonel Brizola.

O ministro licenciou-se da presidência do partido em 2008, quando já era ministro do Trabalho, em meio à pressão da Comissão da Ética Pública para que ele optasse por um dos cargos. Ele optou seguir na pasta, que comanda desde março de 2007.

O presidente em exercício e secretário-geral do PDT, Manoel Dias, comemorou a confirmaçào de Lupi no ministério de Dilma. "É o reconhecimento do trabalho que ele empreendeu no governo, onde está como um dos ministros de maior visibilidade. Ele encaminhou com competência todas as necessidades do cargo", disse Dias.

(Por Leonardo Goy)

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