Luta contra a aids deve ser mais intensa, diz ONU

O mundo está deixando de cumprir a sua promessa de reduzir as infecções pelo vírus HIV e de melhorar o tratamento dos doentes com aids, em especial na África Subsaariana, afirmou a Organização das Nações Unidas em um relatório lançado ontem.

NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

01 Maio 2012 | 03h06

Assinado pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o texto diz que "desafios críticos permanecem", mesmo que as nações respeitem os compromissos firmados em um encontro da entidade em junho passado.

Os recursos destinados a projetos de combate à aids têm sido insuficientes, afirma o relatório. Por isso, o objetivo de frear e até reduzir o avanço do vírus até o ano de 2015 pode não ser atingido, avisa Ban.

De acordo com o secretário-geral, US$ 15 bilhões foram investidos em ações contra a pandemia de HIV em 2010. Mas ele afirma que são precisos de US$ 22 bilhões (R$ 42 bilhões) a US$ 24 bilhões (R$ 45,8 bilhões) para que o resultado previsto para 2015 aconteça.

O relatório afirma que mais de 7 milhões de pessoas em países com índices baixos e médios de renda per capita recebiam tratamento antirretroviral em 2011, mas que é preciso aumentar esse número para 15 milhões até 2015.

Em dezembro de 2010, estimava-se que 34 milhões de pessoas estavam vivendo com aids, metade de cada sexo. "A África Subsaariana permanece como a área mais afetada, com 68% de todas as pessoas vivendo com o vírus", conclui o relatório. / AP

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