Macedônia interdita hotel após suspeita de morte de britânico por Ebola

A Macedônia informou estar analisando a suposta presença do vírus do Ebola em um britânico que morreu horas depois de ser internado em um hospital na capital, Skopje, nesta quinta-feira.

KOLE CASULE, REUTERS

09 de outubro de 2014 | 18h31

As autoridades interditaram o hotel onde ele estava hospedado, isolando um segundo cidadão britânico e funcionários do estabelecimento.

Uma autoridade do Ministério da Saúde disse que o homem chegou da Grã-Bretanha no dia 2 de outubro e foi levado às pressas ao hospital às 10h (no horário de Brasília) desta quinta-feira, onde faleceu horas mais tarde.

O doutor Jovanka Kostovska, da comissão de doenças infecciosas do ministério, afirmou que o homem vinha tendo febre, vômitos e hemorragia, e que sua condição se deteriorou rapidamente.

Em meio aos temores de que o vírus se espalhe na Europa, Kostovska declarou em uma coletiva de imprensa: “Todos esses são sintomas do Ebola, o que despertou suspeitas a respeito deste paciente”.

Mas não ficou claro se o homem esteve recentemente no oeste da África, onde o Ebola já matou quase 4 mil pessoas desde março, o pior surto já registrado.

“Inicialmente tivemos informações de que ele esteve na Nigéria, mas depois seu amigo nos disse que ele não esteve em parte alguma”, relatou Kostovska.

Um porta-voz do governo declarou mais tarde: “As autoridades médicas nos informaram que até agora não podem confirmar se o paciente que morreu tinha Ebola. Mas, por precaução, baseados no protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS), elas estão adotando todas as medidas como se o paciente viesse sofrendo de uma doença altamente infecciosa”.

A saúde de uma enfermeira espanhola, a primeira pessoa que se acredita ter contraído o Ebola fora do oeste da África, piorou nesta quinta-feira no hospital que a trata em Madri. Um hospital de Praga, capital da República Tcheca, está testando um homem de 56 anos com sintomas da doença, informou um porta-voz.

Kostovska disse que as amostras de sangue e tecido do britânico serão enviadas à Alemanha para exames, e que foram tomadas providências para isolar o hotel onde ele se hospedou. As autoridades não revelaram seu nome, informando somente que ele nasceu em 1956.

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