Mackenzie afasta professores do curso de Arquitetura

A Universidade Presbiteriana Mackenzie está afastando professores do curso de Arquitetura e Urbanismo que não têm pós-graduação visando a ajustar o curso às exigências do Ministério da Educação.

CARLOS LORDELO, Agência Estado

28 de janeiro de 2013 | 08h42

Membros de uma comissão criada pela instituição para discutir melhorias no curso ouvidos pelo Estado afirmam que a ideia é estimular os docentes a fazer pós para que voltem a lecionar. A universidade tem cursos de mestrado e doutorado na área e poderá conceder títulos de notório saber a quem tem trajetória profissional reconhecida fora da academia.

Revoltados, os alunos já marcaram uma manifestação. Segundo eles, a reitoria ignora a "natureza prática" da carreira. "O Mackenzie está desconsiderando a experiência, anos de prancheta e de canteiro de obra desses arquitetos, muitos deles premiados", diz o formando Miguel Lima, de 25 anos, um dos organizadores do protesto.

Procurada, a universidade nega ter afastado professores e, em nota, afirmou que "qualquer decisão relativa ao corpo docente, sua qualificação e pertinência, só será tomada após o processo de análise e discussão".

A graduação em Arquitetura e Urbanismo do Mackenzie teve desempenho insatisfatório em avaliação do governo. O curso perdeu a autonomia após ter tirado nota 2, numa escala de 1 a 5, no Conceito Preliminar de Curso (CPC) referente a 2011. Com isso, está proibido de ampliar o número de vagas e de oferecer aos alunos o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

A infraestrutura e a proporção de professores com dedicação parcial ou integral puxaram o desempenho para baixo, assim como a nota ruim no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) de 2011. Parte dos alunos boicotou a prova em protesto contra a faculdade, que não flexibilizou a data de entrega de trabalhos de conclusão. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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