Mãe de Eliza diz que 'não perdoaria' o goleiro Bruno

A mãe de Eliza Samudio, Sônia Fátima de Moura, afirmou não ser capaz de perdoar o goleiro Bruno Fernandes, ex-amante de sua filha e acusado de matá-la. Ela foi ouvida nesta quarta-feira (21) no Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde são julgados acusados de envolvimento no crime.

MARCELO PORTELA, Agência Estado

21 de novembro de 2012 | 14h05

Inicialmente, Sônia afirmou que "não guarda ressentimentos no coração", mas, ao fim do interrogatório, quando questionada sobre a possibilidade de perdoar Bruno, que será julgado em março de 2013 pelo assassinato da filha, ela foi categórica ao salientar que "não perdoaria" o goleiro.

Sônia revelou também que Bruno e sua família nunca deram auxílio para a criança que o goleiro teve com Eliza e que hoje se encontra sob a guarda da avó. A recusa em reconhecer a paternidade da criança - que só ocorreu em agosto passado, por decisão da Justiça - foi o que teria levado Bruno, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais, a matar Eliza.

Em seu depoimento, Sônia revelou também que Eliza já havia saído de casa e ficado sem manter contato com a mãe, mas estava "sempre presente nas redes sociais", o que era noticiado por amigas da filha. "Ela queria ter filho e mataria e morreria por ele", salientou Sônia, observando ainda que a filha "jamais o deixaria para trás". E contou também que não sabia como Eliza se sustentava, pois ela dizia apenas que "trabalhava com eventos".

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