Mãe diz que filho de 1 ano foi agredido em creche

Menino tem hematomas no rosto, braços e costas; polícia investiga maus-tratos, lesão corporal e omissão de socorro

Rejane Lima / SANTOS, O Estado de S.Paulo

12 de fevereiro de 2011 | 00h00

Uma criança de 1 ano e 5 meses teria sido agredida anteontem em uma creche em Mongaguá, na Baixada Santista, litoral de São Paulo. A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar crimes de maus-tratos, omissão de socorro e lesão corporal após receber denúncia da mãe do menino.

Com hematomas no rosto, braços e costas, a criança foi atendida no Hospital Municipal de Mongaguá. Exame de raio X constatou lesão interna nas costas. Após ser medicado, o menino foi liberado.

"Agora ele está melhor, mas não almoçou bem. Não consegue comer, só mamar, porque está com a boca machucada por dentro", contou a mãe da criança, a diarista Janete Cristiane Ramos da Silva, de 27 anos.

"Disseram que foi uma criança de 1 ano e 8 meses quem fez isso, que não conseguiram separar. Falaram que a criança mordeu, mas a pediatra falou que aquelas lesões não eram de mordida, porque não havia marca de dentes", disse a mãe.

Janete soube do ocorrido apenas na hora em que foi buscar o filho, às 16h30. "Por que não me avisaram na hora? Também não entendo por que não socorreram o menino." Segundo ela, não é a primeira vez que o filho volta machucado. "Mas das outras vezes eram mordidas."

Para a mãe, a prefeitura tentou acobertar o incidente, pois mandou uma funcionária da Secretaria de Educação procurá-la no hospital. "Quando cheguei ao consultório, a médica já havia visto o que tinha acontecido, mas disse que só cuidava da parte médica e não poderia chamar nem a polícia ou o Conselho Tutelar."

Em nota, a prefeitura de Mongaguá disse que vai abrir um processo administrativo para apurar a responsabilidade no caso.

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