Mãe e filho ficaram presos desde segunda-feira no RS

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul libertou uma socióloga de 34 anos e o filho dela, um menino de dois anos, que eram mantidos em cativeiro por traficantes do bairro Campo da Tuca, na zona leste de Porto Alegre, na tarde de ontem.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

17 Junho 2011 | 20h31

O drama começou na segunda-feira, 13, quando a mulher, acompanhada do filho, pegou o automóvel da família e viajou de Canoas, onde mora, ao reduto dos traficantes, a 20 quilômetros de distância, para comprar crack. Relatos de policiais que trabalharam no caso indicam que ela fez uma primeira aquisição de pedras, por R$ 200, saiu do local e voltou pouco depois, em busca de mais droga. Durante a segunda negociação, foi retida pela quadrilha, junto com a criança.

A família notificou o desaparecimento à polícia. Ontem, um programa da Rádio Farroupilha pediu informações sobre o paradeiro da mãe e do filho. Telefonemas anônimos deram pistas à polícia da localização do automóvel e dos reféns. Os agentes do (Denarc) encontraram a mãe e a criança num casebre, onde prenderam o traficante que vigiava o local. Também localizaram o automóvel sem os bancos, as rodas e o rádio.

Segundo o delegado Rodrigo Zucco, a mulher estava dopada e vestida com roupas sujas, enquanto a criança dava sinais de estar sentindo fome, frio e cansaço. O policial também ouviu da socióloga que a quadrilha não deixou o menino ficar o tempo todo com ela. Depois de prestar depoimento, a mulher foi internada pela família em uma clínica de recuperação de dependentes químicos. A criança voltou para casa, onde ficou aos cuidados da avó.

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