Mãe e filho juntos depois da detenção

Filho de Maria é liberado após sete meses internado

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

09 Maio 2015 | 17h46

 No Dia das Mães do ano passado, João (nome fictício), de 17 anos, não participou “por inteiro” da comemoração com a família. “Ele já estava usando drogas e parecia distante. Passamos juntos, mas afastados”, relata a professora Maria (nome fictício), de 45 anos. Quatro meses depois, João foi apreendido por tráfico de drogas e internado na Fundação Casa, em São Paulo.

“Para mim, foi aquela surpresa. Um menino ao qual sempre demos carinho e amor, que tem pai e mãe, que tem uma família estruturada. E aí, veio a tristeza”, diz Maria. Todos os fins de semana ela esperava horas na fila na frente da fundação para visitar o filho, passava por revista íntima, sentia-se muitas vezes humilhada. Sete meses se passaram sem a alteração desse rito semanal, e um novo Dia das Mães se aproximava. Os funcionários da Fundação Casa a convidaram para passar o domingo no local, almoçando e aproveitando o dia com as famílias de outros jovens internados.

“Eu já havia me programado para isso quando, de repente, na semana passada, me ligaram dizendo que ele estava livre e que eu poderia buscá-lo. Saí correndo do trabalho e peguei um táxi direto para lá. Parecia que ele tinha nascido de novo”, afirma a professora.

Ela diz já ter ganho o seu presente e, para comemorar, pais e filho vão almoçar em um restaurante hoje. Para a mãe, João disse que aprendeu a valorizar sua liberdade e os momentos com a família. Para o filho, Maria afirmou que estará lá para ajudá-lo a virar a página. 

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