Valéria Gonçalvez/AE
Valéria Gonçalvez/AE

Maior entreposto de alimentos da América Latina faz 40 anos

Ceagesp, na capital paulista, recebe, por dia, 10 mil toneladas de frutas, verduras, flores, legumes e pescado

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2009 | 03h05

O maior entreposto comercial de alimentos da América Latina, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp), sediada no Bairro do Jaguaré, capital, comemora, no domingo, 40 anos. A data será comemorada no próprio entreposto, a partir das 9 horas, com uma missa e ações de cidadania.

Criada a partir da fusão do Centro Estadual de Abastecimento (Ceasa) e da Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Cagesp), a Ceagesp administra, hoje, 34 unidades armazenadoras e 13 entrepostos atacadistas, responsáveis pelo abastecimento de mais de 60% da Grande São Paulo. O Entreposto Terminal de São Paulo recebe, por dia, 10 mil toneladas de frutas, verduras, legumes, pescados e flores, de 1.480 municípios de 25 Estados e de mais 14 países.

Alguns produtores e proprietários de boxes acompanham a história da Ceagesp quase desde o início. Como o ex-projetista de máquinas agrícolas, o produtor Rui Fukushima. Ele conta que herdou, "no susto", há 25 anos, o negócio de folhagens do sogro. "Não esperava, mas vender mato deu certo."

FOLHAGENS E BAMBU

Hoje, Fukushima e a mulher, Kiyoka, produzem, em Atibaia (SP), 300 tipos de folhagens ornamentais. Por mês, o produtor vende de 8 mil a 10 mil pacotes de folhagens, além de artefatos de bambu. Também produtor, José Luiz Batista é a terceira geração de agricultores da família. Na década de 50, a família produzia chuchu em Guarulhos (SP). Vinte anos depois, foi para Iguape, litoral sul, e, desde 2000, tem 30 hectares em Amparo (SP). Hoje, Batista produz chuchu, tomate, pepino e pimentão, em áreas próprias e de terceiros. Comercializa 50 mil caixas de legumes por semana.

Fukushima e Batista têm em comum o fato de trabalharem há quase 30 anos na Ceagesp. Batista avalia o futuro da companhia: "A Ceagesp precisa ser remodelada, porque o espaço já existe", diz ele, já pensando na quarta geração da família.

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