Maior navio de guerra nazista continuará no fundo do mar

Analistas poloneses acreditam que oporta-aviões "Graf Zeppelin", único da Alemanha hitlerista, recém-descoberto no fundo do mar Báltico, terá de ser investigadosubmerso, por causa das dificuldades técnicas de removê-lo àsuperfície. O furor causado pelo achado, confirmado nesta quinta-feira pelaMarinha polonesa, foi seguido pela incerteza sobre as possibilidadesde esclarecer as dúvidas que ainda cercam o navio, afundado em 1947. "Não poderemos removê-lo do mar, porque a operação seriatecnicamente quase impossível e sem sentido", afirmaram osespecialistas que encontraram o casco do navio, trabalhadores de umaempresa que pesquisa jazidas de petróleo. O navio encontra-se 55 quilômetros ao norte do porto polonês deWladyslawowo, a uma profundeza de 80 metros, com seu ponto maiselevado a 60 metros da superfície do mar. Segundo o porta-voz da Marinha da Polônia, Bartosz Zajda, nãoexiste a menor dúvida de que se trata do "Graf Zeppelin" - "CondeZeppelin" -, a maior embarcação de guerra nazista, de quase 260metros de comprimento, cuja existência é reflexo dos delírios degrandeza do Terceiro Reich. A construção do que deveria ter sido o "rei nazista" dos maresfoi iniciada em 1938 na presença de Adolf Hitler e Hermann Goering,mas jamais chegou a ser concluída. Com a deflagração da Segunda Guerra Mundial, em 1939, a Alemanharenunciou ao plano de construir cinco grandes navios de guerra, comoo "Graf Zeppelin", para concentrar-se na produção em série dostemíveis submarinos, que causaram muitas perdas aos aliados. O potente porta-aviões foi afundado em 1947, mas pouco se sabesobre os motivos que levaram o "Graf Zeppelin" para o fundo do mar. Algumas teorias dizem que o navio foi afundado durante exercíciosmilitares da marinha soviética, que o usaram como alvo, enquantooutras afirmam que o "Graf Zeppelin" teria se chocado contra umamina durante uma viagem.

Agencia Estado,

28 de julho de 2006 | 18h53

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.