Maior parte dos latrocínios ocorre perto de casa

Em São Paulo, grande parte das vítimas de latrocínio é assassinada em um raio de 1.500 metros de casa. É o que se observa ao analisar 19 dos 25 boletins de ocorrência de roubos seguidos de morte registrados na capital paulista no primeiro trimestre deste ano.

AE, Agência Estado

30 Abril 2011 | 07h56

A reportagem constatou que 42% das vítimas foram baleadas perto de suas residências. Para especialistas, um dos motivos é a perda de atenção da vítima quando se encontra perto de casa. "Sem perceber, o cidadão já projeta o pensamento em sua residência e tem uma sensação de relaxamento, de estar protegido em casa. Verificou-se que o mesmo acontece com acidentes de trânsito", disse o coronel José Vicente da Silva, especialista em segurança pública. O número de latrocínios a até 3 quilômetros de distância das casas das vítimas corresponde a 57,89% do total.

Oficialmente, a Secretaria de Segurança Pública registra 22 latrocínios na capital. Para o governo, houve redução de 12% em relação ao mesmo período do ano passado. A reportagem, porém, levantou 25 casos de latrocínio no mesmo período e, portanto, nenhuma redução nesse tipo de crime.

O problema ocorreu, em alguns casos, porque houve só notificação de "roubo" - e não de latrocínio. Procurado, o delegado-geral, Marcos Carneiro, disse que casos que apresentem fatos novos devem ser corrigidos no mapeamento. "Agora que as divulgações de índices serão mensais, a atualização será mais dinâmica". As informações são do Jornal da Tarde.

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