Mais 14 mulheres denunciam abuso em clínica de SP

Grupo apura suspostos abusos sexuais do especialista Roger Abdelmassih, que nega todas as acusações

Da Redação, Agência Estado

13 Janeiro 2009 | 08h34

Outras 14 mulheres procuraram o Ministério Público do Estado de São Paulo para reportar supostos casos de abuso sexual que teriam sido praticados pelo médico Roger Abdelmassih, de 65 anos, dono da maior clínica de reprodução assistida do País. Oito casos estão sendo apurados desde o ano passado pela instituição e pela Polícia Civil. Entre as denúncias estão desde casos em que Abdelmassih teria agarrado pacientes e tentado beijá-las à força até supostos abusos sexuais enquanto as mulheres estariam sedadas.  Veja também:Médico especialista em fertilização é investigado por assédioCaso será investigado por comissão do CremespApós 18 anos, mulher contou ontem ao ex-marido que teria sofrido abusoEm nota, médico diz que não há provas contra ele As pacientes estão sendo ouvidas pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). "Desde sexta-feira, 14 mulheres entraram em contato conosco e ao menos 4 delas são de fora do Estado", diz o promotor José Reinaldo Carneiro. Em nova nota divulgada na segunda-feira, 12, a assessoria do médico destacou que Abdelmassih "é o maior interessado na elucidação total dos fatos, quando certamente será constatada a sua inocência." Segundo o texto, "a defesa do dr. Roger (nem) sequer conhece a identidade das pessoas que o denunciam, com exceção de uma ex-funcionária que confessadamente é autora de uma tentativa de extorsão". "A defesa do dr. Roger ainda não teve acesso integral ao inquérito, apesar das reiteradas requisições. O dr. Roger manifesta sua indignação com os relatos divulgados (...)."  Os promotores do Gaeco negaram que a defesa de Abdelmassih não teve acesso à investigação. Um dos casos investigados é o de uma mulher que teria sido abordada no dia em que foi a uma consulta sem o marido. C., de 34 anos, conta que Abdelmassih a teria beijado na boca. Dias depois, seu marido foi pedir explicações e a devolução do dinheiro e o profissional teria dito que ela "havia entendido mal". C. diz ter decidido então continuar o tratamento, para não perder os R$ 33 mil pagos, apesar de ter feito boletim de ocorrência. Ela conseguiu engravidar. Recentemente, aceitou depor. "Não queria fazer isso só, tinha medo porque sei que ele é muito forte."

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