Mais bombeiros poderão ser punidos no RJ, diz coronel

Militares faltaram ao serviço em 10 de fevereiro, primeiro dia de paralisação da categoria

Heloisa Aruth Sturm - Agência Estado,

13 Março 2012 | 17h58

RIO DE JANEIRO - O secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, coronel Sérgio Simões, afirmou nesta terça-feira, 13, que, além dos 13 bombeiros expulsos da corporação, outros 93 também estão sendo punidos administrativamente por participação na greve da categoria no mês passado. São militares que faltaram ao serviço em 10 de fevereiro, primeiro dia de paralisação, e atualmente cumprem medida disciplinar de prisão, cuja pena varia de 20 a 30 dias.

Eles permanecem cumprindo suas atividades, mas não podem se ausentar do quartel. "A punição disciplinar faz parte da `rotina' de uma corporação militar, e a gravidade é muito diferente da de quem é submetido a um conselho", disse o coronel. A conduta de outros três bombeiros - um sargento, um capitão e um major, que também correm o risco de serem expulsos - ainda está sendo analisada pelo Conselho de Disciplina e pelo Conselho de Justificação, que são os tribunais onde são julgados os praças e os oficiais, respectivamente.

De acordo com Simões, a exclusão efetiva dos 13 bombeiros já julgados administrativamente pode ocorrer em até 30 dias. "Diante da gravidade da situação, a decisão foi pela exclusão desse grupo de pessoas que não se coadunam com a estrutura de uma instituição militar", disse o comandante.

Dentre os bombeiros expulsos está o sargento André Matos, que participou do movimento grevista em junho do ano passado e chegou a ser preso na ocasião, após a invasão do Quartel Central da corporação, mas recebeu anistia criminal e administrativa, assim como os outros 438 bombeiros que participaram da ocupação. "Como é que ele tem uma ficha condecorada, dizendo que ele é um bom bombeiro, disciplinado, e agora ele está sendo expulso?", questionou Tatiane Siqueira da Silva, esposa do sargento Matos.

Segundo ela, eles deverão entrar com um pedido na Justiça para anulação da medida. Administrativamente, os 13 bombeiros têm prazo de 5 dias para recorrer da decisão ao próprio conselho da instituição.

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