Mais de 200 índios podem estar ligados ao tráfico no AM

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) está investigando o crescimento do envolvimento de jovens indígenas com o narcotráfico nas fronteiras do Amazonas. Segundo o presidente da Coiab, Jecinaldo Cabral, há estimativa de que há mais de 200 adolescentes entre 12 e 18 anos, de 43 etnias do Amazonas, moradores de comunidades em São Gabriel da Cachoeira e Tabatinga, municípios a 858 e 1.105 quilômetros de Manaus, envolvidos com o tráfico de drogas da Colômbia e Venezuela, seja como usuários, ou como "mulas".A Coiab iniciou um levantamento para identificar quantos jovens indígenas trabalham para traficantes, quantos são usuários de drogas e onde está a maior incidência para fazer, com auxílio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), políticas para combater o problema. "Hoje, quando falta cola, os indígenas viciados cheiram até gasolina", contou.

LIEGE ALBUQUERQUE, Agencia Estado

13 de novembro de 2007 | 15h22

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