Mais médicos ameaçam aderir à greve no Ceará

Os traumatologistas e ortopedistas conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS) ameaçam aderir à greve dos cirurgiões cardiovasculares no Ceará, que já dura quase dois meses. Assim como os cardiologistas, eles querem aumento na tabela de procedimentos do SUS e que os valores sejam repassados via cooperativa, e não pelo hospital. De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará, Tarcísio Dias, se o Ministério da Saúde não atender à reivindicação dos médicos, outras especialidades podem aderir ao movimento.?Estamos em negociação com as secretarias para evitar que a paralisação aconteça. Não queremos que isso ocorra, mas a possibilidade existe?, afirma o presidente da Cooperativa dos Médicos Traumatologistas e Ortopedistas do Ceará, Eusébio Teixeira. Segundo ele, enquanto uma cirurgia no fêmur, por exemplo, custa entre R$ 150 a R$ 200 pela tabela do SUS, na rede particular a remuneração dos médicos chega a ser quatro vezes maior.Caso os traumatologistas e ortopedistas conveniados ao SUS resolvam mesmo parar, o único hospital terciário especializado em trauma da rede pública cearense, o instituto Dr. José Frota (IJF), vai ficar ainda mais sobrecarregado.Há quase um mês, o presidente da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, regional Ceará (SBOT-CE), Manuel Bomfim, que trabalha há mais de 25 anos no IJF, vem denunciando estado de superlotação na unidade. De acordo com ele, somente ontem, oito pacientes estavam sendo atendidos em macas colocadas no corredor hospital. Hoje haverá uma audiência na Assembléia Legislativa para tratar do assunto. Para discutir a superlotação do IJF, a SBOT-CE já se reuniu com a promotora de Justiça Isabel Porto, com o superintendente do IJF Wandemberg Rodrigues e com representantes das Secretarias de Saúde do Estado e do Município. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

CARMEN POMPEU, Agencia Estado

03 de setembro de 2007 | 09h44

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