Malá Strana: para se hospedar em Praga

RICARDO FREIRE, turista.profissional@grupoestado.com.br,

27 de janeiro de 2011 | 10h00

 

 

Foi-se o tempo em que só uma meia dúzia de insiders tinha a informação de que Praga é uma das belas cidades do planeta. Hoje a cidade recebe 4 milhões de turistas por ano. Boa parte do centro histórico se converteu num imenso turistódromo: basta seguir o fluxo de pedestres e você não apenas não se perderá como verá todos os cartões-postais (e poderá comprar todos os suvenires que quiser, em lojinhas que se reproduzem pelo caminho).

 

Para apreciar de fato a beleza de Praga, a receita é abandonar os corredores de gente e enveredar pelas ruelas sem comércio. O mais bonito - e mais sereno - desses oásis é o bairro de Malá Strana ("Cidade Pequena"). Estrategicamente localizado entre a Ponte Carlos e o Castelo, Malá Strana permanece um bairro mais residencial do que comercial. As quadras mais próximas do Rio Moldava é ocupada principalmente por embaixadas, o que torna a região ainda mais sossegada. É o lugar perfeito para se hospedar.

 

Ficando num hotel em Malá Strana, você dormirá e acordará numa Praga parecida com a que existia antes do turismo de massa. E estará a poucos passos de fazer o programa mais imperdível de Praga: aparecer na Ponte Carlos antes do café da manhã, quando os vendedores de quinquilharias ainda não chegaram para estragar suas fotos...

 

Os preços foram apurados em sites de reservas de hotéis para o primeiro fim de semana de março.

 

Luxuosos. Se couber no seu orçamento, fique no Mandarin Oriental. O hotel ocupa um antigo convento dominicano; tem uma ala de arquitetura barroca, outra renascentista e ainda uma contemporânea, construída durante a restauração. A decoração é a um só tempo moderna e aconchegante. Após um dia de caminhada, é difícil resistir ao spa, com mimos asiáticos (US$ 342).

 

Ali perto, ainda na zona das embaixadas, o Alchymist Residence Nosticova tem apartamentos quase tão barrocos quanto o prédio - e uma tarifa interessante para a categoria (US$ 188). Bem mais elegante é o Aria, um cinco-estrelas de inspiração musical - uma partitura leva os hóspedes da entrada ao jardim de inverno (US$ 280). Mais acima, na mesma rua, encontra-se outro exemplar rococó da rede Alchymist, o Grand Hotel & Spa (US$ 269).

 

Moderninhos. Não curte ambientes que queiram dar a impressão de estar inalterados há três ou quatro séculos? Então tente o Vintage Hotel Sax. Numa ladeira a caminho do Castelo de Praga (mas fora da rota usada pela turba), o hotel é todo decorado com móveis anos 1960 (US$ 142). O quê? Não curte ambientes que queiram dar a impressão de estar inalterados há quatro décadas? Então tente o Domus Balthasar, que fica na Rua Ponte Carlos e tem apartamentos minimalistas (US$ 97).

 

Numa travessinha desta rua, o Charles Bridge Apartments tem apartamentos de vários tamanhos e cozinhas equipadas (duplo desde US$ 80). Vale considerar também o Hotel Pinot, escondidinho numa rua próxima ao parque Kampa e ao Museu Kafka, que tem quartos básicos porém simpáticos (US$ 120).

 

Tradicionais. Em Praga é difícil fugir de hotéis com decoração pesada - madeiras escuras, móveis maciços. Mas quando a localização é boa e o preço, abordável, vale a pena relevar. Da turma, o mais simpático é o Archibald at Charles Bridge, muito bem situado na ilha Kampa (US$ 120).

Nas redondezas, a maior barbada é o Kampa Garden, que compensa o prédio construído na era comunista com quartos sóbrios e preços ótimos (US$ 54). Para pagar pouco por uma hospedagem honesta e ter transporte coletivo à porta, tente o Roma (US$ 102). E atenção: o Ibis Malá Strana não fica em Malá Strana - está a quase 20 minutos de caminhada da Ponte Carlos.

 

 

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