Malásia premia cães por combate à pirataria de DVDs

Labradores são especialistas em detectar produtos químicos pelo cheiro

Reuters

20 Agosto 2007 | 13h14

Dois cachorros treinados para farejar DVDs receberam medalhas do governo da Malásia nesta segunda-feira, após uma campanha de cinco meses contra a pirataria no país.   Lucky e Flo, ambos Labradores pretos treinados para detectar produtos químicos usados na produção de DVDs, foram os primeiros animais a receber a condecoração por serviços prestados, após terem encontrado um estoque de discos piratas, disse em comunicado a Associação Internacional de Produtores Cinematográficos (MPA, na sigla em inglês).   A campanha caninha resultou na prisão de 26 pessoas e na apreensão de produtos piratas avaliados em mais de US$ 6 milhões.   "Os cachorros provaram ser uma grande arma em nossa luta contra a pirataria e nós pretendemos continuar o que Lucky e Flo fizeram", disse em comunicado S Veerasingman, vice-ministro de Consumo e Comércio Interior da Malásia.   A Malásia, que aparece em uma lista de pirataria dos Estados Unidos, tem intensificado os esforços para proteger os direitos de propriedade enquanto negocia um acordo de livre-comércio com Washington.   O sucesso dos cachorros levou o ministério a montar sua própria unidade canina para combater a pirataria, e a associação dos produtores pretende doar dois novos cachorros à entidade até o final do ano.   Após os cães terem descoberto em março um centro de pirataria de DVDs no Estado de Johor, falsificadores de filmes estipularam uma recompensa de 100 mil ringgit (US$ 28.560) por Lucky e Flo, de acordo com a associação. Desde então, os animais estão sob intensa proteção.   A próxima parada de Lucky e Flo no combate contra o crime será uma visita a Nova York, após uma passagem por Toronto para a participação num festival cinematográfico, disse a MPA, da qual fazem parte seis grandes companhia de filmes de Hollywood.   A MPA reúne os estúdio Buena Vista, da Walt Disney; Paramount Pictures, da Viacom; Sony Pictures, da Sony; Twentieth Century Fox, da News Corp; Universal Pictures, da General Electric, NBC Universal; e a Warner Bros, da Time Warner.   O grupo estima que a pirataria representou US$ 1,2 bilhão em receitas perdidas na região Ásia-Pacífico no ano passado. Mundialmente, as perdas seriam de US$ 6 bilhões.

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