Javier Lizón/Efe
Javier Lizón/Efe

Malvinas votam esmagadoramente a favor da continuidade britânica

Políticos locais esperam que votação contundente pelo 'sim' ajude-os a obter apoio internacional

Reuters

12 de março de 2013 | 08h15

PUERTO ARGENTINO, ILHAS MALVINAS - Os habitantes das ilhas Malvinas votaram quase de forma unânime por continuar sendo um território britânico, em um referendo que busca obter o apoio mundial enquanto a Argentina intensifica sua reivindicação de soberania sobre a região.

A contagem oficial mostrou, na noite de segunda-feira, que 99,8% dos moradores da ilha votaram a favor de continuar sendo um território britânico no exterior, num referendo de dois dias que foi ignorado pela Argentina, que o classificou como uma estratégia publicitária sem sentido. Só foram registrados três votos para a opção "não".

"Seguramente, esta deve ser a mensagem mais forte que podemos enviar para o mundo", afirmou Roger Evans, um dos oito membros eleitos da Assembleia Legislativa das Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos.

"A mensagem de que estamos felizes, que queremos manter o status quo...com o direito a determinar nosso próprio futuro e não nos convertermos em uma colônia argentina", acrescentou. O patriotismo está em alta nas inóspitas e tempestuosas ilhas, que se encontram na ponta da Patagônia, e o comparecimento foi de 92% dos 1.649 habitantes nascidos nas Malvinas e moradores de longo prazo registrados para votar.

A 31 anos de uma guerra entre a Grã-Bretanha e a Argentina pelo arquipélago do Atlântico Sul, os moradores sentem-se perturbados pelas reivindicações cada vez mais fortes da Argentina sobre as Malvinas. Políticos locais esperam que a votação contundente pelo "sim" ajude-os a obter apoio internacional, por exemplo dos EUA, que adotaram uma posição neutra diante do tema da soberania.

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