Manicure tinha plano de sequestro, diz mãe

A mãe da manicure Susana do Carmo Figueiredo, presa na semana passada sob acusação de ter matado João Felipe Bichara, de 6 anos, em Barra do Piraí, no sul do Estado do Rio, apresentou nesta segunda-feira à Polícia Civil uma carta escrita por Suzana em que ela narra um plano de sequestrar uma criança e pedir R$ 300 mil como resgate. Embora não cite o nome da vítima, a polícia acredita que o plano se referia a João.

FÁBIO GRELLET, Agência Estado

01 de abril de 2013 | 19h09

A carta foi recolhida pela mãe da manicure, Simone de Oliveira, na casa da filha. "Primeira ligação, de telefone fixo de rua: ''eu tô com seu filho e quero 300 mil reais até amanhã às 16 horas''", diz trecho do texto. "Você vai levar e vai deixar atrás da prefeitura às 2h30 da madrugada. Se você envolver mais alguém ou a polícia, seu filho vai para você morto e picado em pedaços", diz outro trecho.

Para o delegado José Mário Omena, que investiga o crime, a manicure nunca planejou devolver a criança para a família. "Se ela ia pedir resgate depois, a gente não deu tempo para isso, mas ela ia pedir com a criança morta mesmo". Omena estranhou o fato de a manicure escrever uma carta para si mesma, mas acredita que ela agiu sem o auxílio de outra pessoa. A pena por extorsão mediante sequestro resultando em morte varia de 24 a 30 anos de prisão. Já para homicídio a pena varia de 12 a 30 anos.

No último dia 25, Susana ligou para a escola onde João estudava e, se passando pela mãe do menino, avisou que um desconhecido iria buscá-lo. Passou por lá de táxi, conseguiu retirar o menino e levá-lo para um hotel, onde matou o menino asfixiado. Depois levou o corpo para casa e guardou em uma mala. O caso foi esclarecido com a ajuda de funcionários do hotel e do taxista que transportou a manicure e a criança. Suzana foi presa em casa.

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