Manifestantes ainda resistem em deixar Câmara carioca

A ocupação da Câmara Municipal do Rio entra nesta segunda-feira, 12, no quarto dia com 13 manifestantes. Eles prometem resistir e pressionar os vereadores na reunião convocada para hoje pelo presidente da Casa, Jorge Felippe, para discutir as reivindicações do grupo. Os ativistas pedem que a presidência e a relatoria da recém-criada Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a concessão de linhas de ônibus não fiquem com vereadores da base do prefeito Eduardo Paes (PMDB).

ANTONIO PITA, Agência Estado

12 de agosto de 2013 | 08h53

Os manifestantes que continuam na Câmara, em comunicado, justificaram a permanência como ato de "rejeição das condições em que a CPI dos ônibus foi instalada". Desde o início da ocupação, na sexta-feira, 9, os manifestantes exigiam a escolha do vereador Eliomar Coelho (PSOL) para a presidência da CPI. Mas os vereadores escolheram os peemedebistas Chiquinho Brazão e Professor Uóston para os cargos de presidente e relator, respectivamente.

Os 13 manifestantes estavam impedidos ontem, 11, de receber agasalhos, papel higiênico, colchonetes e carregadores de celular.

"Estive na porta da Câmara e tentei em vão levar agasalhos para o pessoal. A temperatura caiu muito neste domingo no Rio. Mas os PMs que fazem uma barreira ali nem sequer se aproximaram para conversar", disse o advogado Marino d?Icarahy, que chegou a participar da ocupação do prédio, em sua primeira fase. "Os 13 não são prisioneiros. Ainda que fossem, não poderiam ser privados desses itens básicos. Isso é desumano."

A reportagem não conseguiu contato com o tenente-coronel da PM, Mauro Andrade, responsável pelas negociações com os manifestantes.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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