Manifestantes cercam parlamento em Lisboa, 40.000 vão às ruas

Cerca de 40.000 pessoas fizeram uma passeata em Portugal no sábado como parte de um dia global de protestos contra a elite financeira, e centenas conseguiram furar um bloqueio policial em volta do parlamento em Lisboa e ocupar suas escadarias de mármore.

REUTERS

15 de outubro de 2011 | 16h50

Foi um dos maiores protestos recentes no país e ele se seguiu ao anúncio do governo na quinta-feira de que adotaria uma série de novas medidas de austeridade.

Mais de 20.000 pessoas protestaram em Lisboa, da praça Marquês de Pombal, até o palácio São Bento, que acomoda a Assembleia Nacional.

"Esta dívida não é nossa" e "FMI, saia daqui agora!" eram alguns dos gritos de guerra entoados pela multidão.

Um grupo de jovens invadiu o parlamento gritando "Invasão!", "Invasão!", mas a tropa de choque da polícia conseguiu manter a situação sob controle.

Outras 20.000 pessoas também fizeram uma passeata da cidade de Oporto, a segunda maior do país.

As medidas de austeridade incluíram cortes de salário no setor público, o que enfureceu trabalhadores em todo o país.

Endividado, o país aumentou impostos e cortou o orçamento para cumprir com as metas fiscais impostas pelo plano de ajuda de 78 bilhões de euros concedido pela União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

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