Manifestantes continuam protestos em Teresina

Manifestantes reuniram-se nesta sexta-feira, novamente, na Avenida Frei Serafim, em Teresina, para dar continuidade aos protestos. A Policia Militar (PM) teve de isolar a avenida para evitar tumultos. Os manifestantes gritavam palavras de ordem, soltavam rojões e cantavam o Hino Nacional, portando cartazes com reivindicações. A manifestação desta quinta-feira, 20, resultou em dois ônibus depredados e três suspeitos presos por vandalismo e danos ao patrimônio.

LUCIANO COELHO, ESPECIAL PARA A AE, Agência Estado

21 de junho de 2013 | 19h45

Os manifestantes, desta vez, pegaram a polícia e a Superintendência de Transportes e Trânsito de Teresina (Strans) de surpresa porque não houve nenhuma comunicação ao comitê gestor, que providenciou a reorganização do tráfego, fechou a avenida e organizou o percurso. Os populares fecharam a avenida, sentando-se no chão e focaram com cartazes o pedido de redução do preço da tarifa do ônibus urbano. Eles exigem que se baixe o preço da passagem do coletivo, que hoje custa 2,10 reais.

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Teresina (Setut) e a Strans anunciaram que o valor não tem como ser reduzido porque está congelado há dois anos.

De acordo com a PM, os manifestantes foram monitorados, mesmo sem comunicação prévia da manifestação ao comitê gestor, que é formado por órgãos como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Piauí, Ministério Público (MP), Defensoria Pública, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, PM, Strans e representantes do movimento.

O tenente-coronel da PM do Piauí Sá Júnior revelou que na manifestação desta quinta-feira dois ônibus foram depredados, um na zona leste e outro no centro, na Avenida Maranhão. "Foram situações pontuais e que foram reprimidas pela polícia. Três indivíduos foram presos pelos próprios manifestantes e foram entregues à polícia, que os conduziu à Central de Flagrantes. Eles foram enquadrados por dano ao patrimônio público", afirmou. "Acho um desrespeito criarem um comitê e não informarem nada sobre novas manifestações", disse Sá Júnior, reclamando que o trânsito da avenida ficou complicado e a PM e Strans tiveram de agir às pressas para redirecionar o tráfego.

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