Manifestantes contra governo bloqueiam acesso a porto no Iêmen

Dezenas de milhares de iemenitas aumentaram as manifestações contra o governo nesta quarta-feira, bloqueando o acesso a um porto de fundamental importância para o país.

REUTERS

27 de abril de 2011 | 10h48

A movimentação acontece num momento em que mediadores do Golfo Pérsico parecem estar perto de fechar um acordo com o presidente Ali Abdullah Saleh para abandonar o poder.

Os manifestantes protestam contra o plano, que foi acordado pelo governo e pelo maior grupo de oposição, uma vez que dá a Saleh um mês de prazo para abandonar o cargo e garante imunidade ao presidente.

"As pessoas querem a sua saída, não uma iniciativa", gritavam os manifestantes que bloquearam o tráfego pelas estradas ao redor do porto de Hudaida, no Mar Vermelho, mas não impediram as operações marítimas.

A expectativa é que o acordo para encerrar o impasse no Iêmen fosse concluída no domingo em Riad, três meses depois que milhares de iemenitas foram às ruas exigir a renúncia de Saleh, inspirados pelas revoltas no Egito e Tunísia.

Nas últimas semanas a balança de poder passou a favorecer a oposição a Saleh, que foi um grande aliado do Ocidente contra a Al Qaeda. O presidente ficou enfraquecido por conta da onda de violência, deserções de militares e derrotas políticas.

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita, país vizinho que é um gigante mundial de petróleo, querem o impasse resolvido, uma vez que temem um banho de sangue no país árabe e que o enfraquecimento do governo poderia oferecer mais espaço para a Al Qaeda.

(Por Mohammed Ghobari)

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