'Manifestantes devem ser indiciados', diz Mansur

Membro da Mesa Diretora da Câmara diz que medida deveria ser tomada pela PF por dano ao patrimônio público

Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

16 Novembro 2016 | 16h44

BRASÍLIA – O primeiro secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP), afirmou na tarde desta quarta-feira, 16, que os manifestantes que ocupam o plenário da Casa nesta tarde deverão ser indiciados pela Polícia Federal (PF) por terem quebrado o patrimônio público. Segundo Mansur, a PF já foi acionada para cuidar do caso.  

Policiais legislativos esvaziaram o Salão Verde da Câmara, espécie de hall de entrada do plenário. No momento, Mansur e outros deputados estão no local tentando negociar a saída dos manifestantes. De acordo com o parlamentar e com o deputado Júlio Delgado (PSB-G), há manifestantes armados no local.

O manifestante Jefferson Vieira Alves, que se identificou como empresário da construção civil, afirmou que o movimento foi organizado por WhatsApp e reúne pessoas de todo o Brasil. “Estamos aqui hoje para fechar o Congresso Nacional”, afirmou Alves, um dos manifestantes que já deixou o plenário.

Segundo deputados, a principal reivindicação dos manifestantes é a volta da ditadura militar. “O principal pedido deles é a presença de um general ou do presidente da República (Michel Temer)”, disse Júlio Delgado. 

Além de pedirem a volta do regime militar, os manifestantes, que se dizem de um grupo de direita, protestam em apoio à Operação Lava Jato e ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz a operação na primeira instância.

Os manifestantes entraram no local por volta das 15h30 desta quarta-feira. Na entrada, eles quebraram a porta de vidro da entrada principal do plenário. Ao entrarem no recinto, seguiram direto para a Mesa Diretora, onde permanecem até o momento. Jornalistas e funcionários da Câmara foram retirados do plenário logo após a invasão.

O plenário foi ocupado enquanto ocorria uma sessão plenária. No momento da entrada, os trabalhos eram comandados pelo 1º vice-presidente da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA).

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