Manifestantes e polícia aceitam trégua durante nova negociação na Ucrânia

Prazo termina nesta quinta-feira, 16h (horário de Brasília); confrontos ficaram violentos desde domingo

O Estado de S. Paulo,

23 de janeiro de 2014 | 10h59

KIEV - Manifestantes contrários ao governo da Ucrânia concordaram nesta quinta-feira, 23, com uma trégua de algumas horas nos confrontos com a polícia enquanto ocorrem novas conversas entre os líderes da oposição e o presidente Viktor Yanukovich, informou a agência de notícias Interfax.

Os manifestantes, em confronto com a polícia em Kiev desde domingo, disseram a um dos líderes da oposição, Vitaly Klitschko, que vão suspender novos ataques até 20h deste quinta-feira (16h no horário de Brasília), segundo a agência.

"Às 20h voltarei para informar sobre as negociações", afirmou o opositor. Klitschko disse que o choque se comprometeu a não disparar bombas de efeito moral durante a trégua mas pediu que as barricadas, algumas com até quatro metros de altura, não sejam desmontadas.

Klitschko é um dos três líderes que têm comandado os protestos contra Yanukovich desde novembro, quando o presidente desistiu de assinar um acordo de livre comércio com a União Europeia para se aproximar economicamente da Rússia.

Os protestos inicialmente pacíficos contra o governo ucraniano começaram a ficar violentos no domingo 19, quando manifestantes radicais se afastaram da região principal dos protestos na área central de Kiev e entraram em confronto com a polícia.

Na quarta-feira 22, cinco manifestantes morreram e mais de 150 policiais ficaram feridos, nas piores cenas de violência nas ruas de Kiev nos últimos anos.

Segundo a Interfax, Klitschko foi até as barricadas onde ocorreram os confrontos com a polícia para fazer um apelo pela trégua até 20h.

Numa primeira rodada de negociação, na quarta-feira, o presidente se recusou a fazer qualquer concessão aos pedidos do líder de oposição pela dissolução do governo e pela revogação das leis antiprotestos aprovadas pelo Parlamento na semana passada./ REUTERS e EFE

Mais conteúdo sobre:
Ucrâniamanifestações

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.