Manifestantes invadem Cidade das Artes, no Rio

Complexo municipal foi inaugurado no ano passado; polícia conseguiu retirar o grupo do local sem violência

Tiago Rogero, da Agência Estado,

21 Junho 2013 | 17h45

Um grupo de cerca de mil manifestantes, que promove na tarde desta sexta-feira um protesto na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, ultrapassou as grades de segurança da Cidade das Artes, complexo municipal inaugurado no ano passado. Do lado de fora, a maioria dos ativistas gritou "sai, sai", até que a polícia chegou e, sem violência, convenceu os invasores a sair. Os manifestantes, que haviam derrubado uma grade, gritavam: "se eu paguei, é meu".

 

Mais cedo, após fazer um balanço dos protestos, o prefeito Eduardo Paes afirmou que 'as manifestações terão respaldo da prefeitura'. Segundo ele, manifestantes terão todas as garantias para atos pacíficos, como organização do trânsito e a segurança da guarda municipal.

 

"A gente pede que o povo carioca saiba que a prefeitura está recuperando a cidade. O governo vai agir para proteger os que acreditam na democracia, mas é inaceitável que se deprede qualquer coisa", disse Paes.

 

O protesto dessa quinta-feira, 20, deixou o Terreirão do Samba e o Sambódromo depredados. Segundo a prefeitura, os setores 1 e 3 do sambódromo foram os mais atingidos. Durante o ato, 98 sinais de trânsito, 31 placas de sinalização, 62 abrigos de ônibus e 46 placas de identificação de ruas foram quebrados ou roubados.

 

A sede da Unidade de Ordem Pública no Centro foi, segundo Paes, atacada, e sete carros particulares de guardas municipais, além de um carro de serviço, foram depredados. O hospital municipal Souza Aguiar atendeu 62 feridos, sendo dois guardas municipais, informa o balanço da prefeitura.

 

(Com informações de Luciana Nunes Leal, de O Estado de S. Paulo)

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