Manifestantes voltam para frente do prédio de Cabral

Manifestantes voltaram a se instalar nas imediações do prédio onde mora o governador do Rio, Sergio Cabral, no Leblon, na zona sul do Rio. A ocupação começou como um protesto comum, promovido no domingo, 28, à tarde, mas horas depois o grupo decidiu acampar na calçada. Nesta segunda-feira, 29, havia cerca de 30 pessoas no local.

CLARICE CUDISCHEVITCH, Agência Estado

29 de julho de 2013 | 18h52

Os ativistas pedem o impeachment do governador, a desmilitarização da polícia, a liberação dos presos em manifestações e a investigação sobre o paradeiro do pedreiro Amarildo de Souza, morador da comunidade da Rocinha que sumiu após ser detido e supostamente liberado pela polícia. Outro pedido refere-se ao âmbito municipal: o grupo quer a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar o contrato da prefeitura com as empresas de ônibus.

O movimento, chamado de "Ocupa Cabral", causa a interdição de uma faixa da Avenida Delfim Moreira no sentido Ipanema, na altura da Rua Aristides Espínola. "Nós agradecemos o apoio que São Paulo está dando ao nosso movimento e também retribuímos", afirma Victor Lopes, fazendo referência a um cartaz exibido pelo grupo onde se lê "Fora Alckmin".

Manifestantes relataram que, quando tentaram passar pela Rua Aristides Espínola, onde mora Cabral, para ir ao banheiro em uma pizzaria, foram interceptados por policiais que estão na esquina com a avenida Delfim Moreira. "Não vem me perturbar não, faz lá o seu trabalho de protestar que eu faço o meu aqui", teria dito um dos PMs aos jovens. Os agentes disseram que eles deveriam dar a volta por outra rua.

Segundo Renato Garcia, um dos manifestantes, só depois de muita conversa os policiais permitiram a passagem, dizendo que não liberariam o caminho para "baderneiros e mascarados". "Falamos que não tem nenhum baderneiro aqui. É sempre assim, a população tenta o diálogo e eles respondem dessa forma."

Vandalismo

A Polícia Civil do Rio identificou mais dois homens acusados de praticar atos de vandalismo durante uma manifestação ocorrida em 18 de julho no Leblon. Arnaldo Martins Neto, 24 anos, e Willian dos Santos aparecem em imagens gravadas pela imprensa.

O vídeo mostra Willian com uma barra de ferro tentando depredar vidros e caixas eletrônicos do banco Itaú, chutando os equipamentos e também incitando outros manifestantes a aderir ao quebra-quebra. Willian também foi filmado durante o furto à loja da Toulon. Ele foi indiciado pelos crimes de furto qualificado, dano ao patrimônio e incitação ao crime.

Arnaldo aparece nas imagens segurando uma placa de sinalização arrancada da calçada. Ele utiliza a placa para quebrar as vidraças de uma agência bancária do Itaú. Arnaldo foi indiciado por dano ao patrimônio público.

Policiais civis foram à casa de Willian, no Morro do Vidigal, em São Conrado (zona sul), mas ele não estava. Arnaldo foi encontrado e levado à delegacia, onde prestou depoimento, confirmou ter participado dos atos de vandalismo e foi liberado.

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